Incidência de VSR em crianças de até 2 anos está em queda, diz Fiocruz

A circulação do vírus sincicial respiratório começou a perder força em boa parte do território nacional. Essa desaceleração traz um respiro para os sistemas de saúde e para as famílias brasileiras.

O patógeno é reconhecido pela comunidade médica como o principal causador de bronquiolite em bebês. A melhora no cenário epidemiológico atinge diretamente as crianças com idade de até dois anos.

Os dados oficiais fazem parte do Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Oswaldo Cruz. A instituição acompanha semanalmente a evolução das síndromes respiratórias no país.

O panorama da síndrome respiratória grave

A redução das hospitalizações infantis por conta desse vírus foi determinante para derrubar os índices gerais. O impacto positivo é visto principalmente na faixa etária que vai até os quatro anos.

Apesar da tendência geral de queda, o perigo ainda não passou completamente. A taxa de contágio e a busca por leitos permanecem elevadas em determinadas regiões brasileiras.

Autoridades de saúde recomendam atenção redobrada aos primeiros sinais de desconforto respiratório nos pequenos. A busca rápida por atendimento médico evita o agravamento dos quadros clínicos.

Estados com sinal de alerta e crescimento

  • Mato Grosso do Sul

  • Minas Gerais

  • Paraná

  • Santa Catarina

  • Rio Grande do Sul

Comportamento nas outras faixas etárias

Entre os jovens, adultos e idosos, a diminuição nas internações também trouxe alívio. Esse movimento foi provocado pela queda progressiva dos casos graves de influenza A.

Já na faixa etária de 5 a 14 anos, o recuo das hospitalizações teve outro motivo. A melhora ocorreu devido à redução dos quadros graves provocados pelo rinovírus.

A incidência de complicações continua sendo mais severa nos dois extremos da vida. Enquanto as crianças sofrem mais com o contágio, a taxa de mortalidade atinge com mais força os idosos.

Estatísticas de SRAG registradas no ano

  • Total de casos notificados: 115.203

  • Diagnósticos positivos para vírus respiratório: 60.200 (52,3%)

  • Exames com resultado negativo: 39.743 (34,5%)

  • Testes aguardando laudo laboratorial: 8.218 (7,1%)

Distribuição dos exames positivos detectados

  • Vírus sincicial respiratório: 40,2%

  • Rinovírus: 30,2%

  • Influenza A: 20,8%

  • Influenza B: 4,5%

  • Sars-CoV-2 (Covid-19): 4,5%

Cuidados essenciais e prevenção diária

Para conter a disseminação dos vírus, a Fiocruz reforça a importância das medidas básicas de higiene. Higienizar as mãos com frequência é uma das atitudes mais simples e eficientes.

Ao tossir ou espirrar, a orientação é cobrir o nariz e a boca usando o braço ou um lenço descartável. Pessoas com sintomas gripais devem permanecer em isolamento residencial temporário.

Caso seja necessário sair de casa com sintomas de resfriado, o uso de máscara facial é indispensável. Manter a carteira de vacinação atualizada continua sendo a principal forma de proteção contra complicações.

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