
Uma nova proposta para a greve da CPTM foi apresentada na tarde desta quarta-feira durante uma audiência de conciliação entre o sindicato, a estatal e o governo de São Paulo. A gestão estadual assumiu o compromisso formal de não demitir nenhum trabalhador da empresa.
Em comunicado oficial, o governo reforçou que não existe nenhuma dispensa em andamento motivada pelos processos de concessão das linhas. A intenção da reunião foi esclarecer as dúvidas e dar segurança aos ferroviários sobre a estabilidade das vagas.
A manutenção dos postos de trabalho é a principal exigência do movimento grevista. O impasse trabalhista provocou a paralisação parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade ao longo dos últimos dois dias.
Reorganização do quadro de funcionários
O governo paulista detalhou a distribuição atual e os planos de transferência de todo o contingente da empresa pública. A ideia é absorver toda a mão de obra em diferentes setores da administração estadual sem prejuízos financeiros.
Os trabalhadores que não continuarem nas operações ferroviárias serão direcionados para secretarias e autarquias parceiras. O remanejamento garante a continuidade da carreira dos profissionais dentro do funcionalismo público.
Distribuição dos trabalhadores da estatal
-
Total de funcionários registrados em junho de 2026: 4.648 trabalhadores
-
Contingente atuando na Linha 10-Turquesa: 2.171 funcionários
-
Órgãos para realocação do restante do pessoal: Metrô, Artesp e Arsesp
Histórico da concessão e problemas operacionais
A crise na operação começou após a transferência das três linhas afetadas para a iniciativa privada no mês de julho. A gestão passou para o controle da concessionária Trivia Trens, mas os primeiros dias registraram falhas graves.
O episódio mais crítico envolveu o incêndio de um trem com passageiros a bordo logo no início da nova administração. Os problemas frequentes forçaram uma resposta rápida do poder público para evitar acidentes maiores na malha ferroviária.
Diante do risco operacional, o estado decretou intervenção técnica emergencial de 90 dias. Esse processo exigiu o retorno temporário dos funcionários da estatal para comandar a circulação dos trens nessas rotas.
Decisão da categoria em assembleia
A proposta oficial de manutenção dos empregos e realocação funcional foi levada diretamente para a análise das bases sindicais. A categoria busca garantias sólidas antes de abandonar o movimento.
Uma assembleia geral foi convocada para o período da tarde com o objetivo de votar o texto apresentado pelo governo. O resultado do encontro vai definir se o serviço do transporte sobre trilhos será totalmente normalizado.