
Muitas pessoas no Centro-Oeste e em Brasília acompanharam com fascínio o halo solar no céu. Apesar de encantar quem olha para cima, o evento não passa de uma manifestação física comum, bastante semelhante ao arco-íris, e não serve como indicativo de precipitação.
“É muito bonito de se visualizar. O halo solar é um fenômeno óptico, atmosférico, que forma um anel luminoso e colorido ao redor do Sol”, explica a meteorologista Andrea Ramos, que atua como consultora em Brasília.
Mitos e os cuidados necessários
O surgimento desse círculo luminoso não traz perigos ambientais e tampouco está ligado a variações na temperatura da estrela ou a radiações prejudiciais.
“Não é alerta de chuva. Na sabedoria popular, o halo costuma indicar condição de instabilidade ou mesmo a frente fria, mas não tem nada a ver”, afirma.
A recomendação principal envolve apenas a saúde ocular durante a contemplação do evento.
“Essa é a única preocupação realmente. É um fenômeno muito bonito”. O alerta serve para evitar que as pessoas olhem fixamente para a luz sem a devida proteção, prevenindo lesões na retina.
Como ocorre a transformação no céu
A explicação para o efeito visual está na interação dos raios solares com nuvens do tipo cirrostratus. Essas formações ficam posicionadas em altitudes elevadas, entre cinco e dez quilômetros, criando uma espécie de véu transparente na atmosfera.
Essas estruturas abrigam microcristais de gelo no formato hexagonal.
“Esses cristais funcionam como pequenos prismas. A luz entra, ocorre a refração, e se divide em cores do espectro visível”, ressalta a meteorologista.
Dessa forma, a luz atravessa o gelo, decompõe as cores e projeta o belo anel ao redor do astro.