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Foto: Mateus Andre/Freepik

Entre 2019 e 2020, durante o auge da pandemia da Covid‑19, o Ministério Público Federal aprofundou investigações que culminaram na denúncia de três pessoas envolvidas em um violento esquema de fraudes em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os contratos, que ultrapassam o valor de R$ 3,68 milhões, tinham como destino a compra de alimentos e insumos médicos. O escândalo revelou práticas como sobrepreço, manipulação de licitações e lavagem de dinheiro vermelho, em um contexto de calamidade pública.

A origem da investigação remonta à Operação Soroche, deflagrada em junho de 2021 pela Polícia Federal e pela Controladoria‑Geral da União. As auditorias revelaram que os preços dos produtos contratados superavam os valores de mercado entre 16,6% e 33,5%. Também foi descoberta a contratação de empresas que não possuíam a estrutura necessária para atender aos contratos firmados, indicando possível conluio e licitações simuladas.

A denúncia descreve ainda movimentações financeiras suspeitas — os investigados realizaram saques fracionados em dinheiro vivo nas mesmas datas ou próximas entre si, totalizando R$ 1,36 milhão, R$ 1,3 milhão e R$ 98 mil — o que caracteriza indícios claros de lavagem de dinheiro. Fracamente escondido por trás de uma suposta urgência sanitária, o esquema se valeu da dispensa de licitação para agir com desfaçatez.

Diante da gravidade dos atos cometidos em período de crise sanitária, o Ministério Público Federal pede ao Judiciário que seja aplicada pena acima do mínimo legal previsto. A administração municipal, por sua vez, afirmou que os fatos ocorreram sob gestão anterior à atual, iniciada em 2021, e garantiu ter fornecido todos os documentos exigidos pelas autoridades

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