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Foto: Reprodução

No dia 11 de agosto de 2025, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) promoveu um evento marcante em seu auditório nobre com o objetivo de abrir a 23ª Semana Jurídica e homenagear o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A cerimônia, cuidadosamente organizada, contou com portões de segurança rigorosos, incluindo detector de metais e revista minuciosa — ironicamente, aplicada até mesmo aos funcionários do próprio tribunal — o que elevou a sensação de formalidade e intensidade do encontro.

Na abertura, um pianista elevou o ambiente com execuções de clássicos como “Imagine”, de John Lennon, e “Eu sei que vou te amar”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Nos minutos finais do evento, a cantora Paula Lima fez uma aparição surpresa para interpretar “Não deixe o samba morrer”, apontada como uma das músicas favoritas do ministro.

Foi conferido ao ministro o Colar do Mérito da Justiça de Contas, honraria concedida a pessoas que se destacam no aprimoramento dos sistemas de fiscalização financeira e orçamentária. Além disso, Moraes foi convidado a ministrar a palestra especial da Semana Jurídica, trazendo à tona temas centrais — especialmente o papel das instituições brasileiras diante de ameaças democráticas. Ele ressaltou que a Constituição de 1988 e a consolidação do Judiciário como órgão independente impediram retrocessos golpistas e que as instituições reagiram com “erros e acertos” ao 8 de janeiro de 2023, mas de forma compatível com a Carta Magna.

Naquele mesmo dia, a ausência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), chamou atenção. Ambos estavam oficialmente convidados, mas não compareceram ao evento, optando por cumprir agenda de segurança pública no Vale do Anhangabaú, apenas um quilômetro de distância. A justificativa oficial foi ocupação com lançamento das câmeras do programa Smart Sampa. A tensão política entre o bolsonarismo e o ministro Moraes — especialmente após sua decisão que resultou na prisão domiciliar de Jair Bolsonaro — é tida como pano de fundo dessa ausência.

Em seu discurso, Antonio Roque Citadini, presidente do TCE-SP, destacou a importância da presença de Moraes: chamou-o de “jurista de inegável qualidade” e lembrou sua trajetória — de promotor e secretário de Segurança Pública até ministro — como motivo de orgulho para o tribunal.

A cerimônia também contou com abraços simbólicos e discursos emocionados. A vice-diretora da Faculdade de Direito da USP, Ana Elisa Bechara, sublinhou que, com “serenidade e prudência”, o ministro tem demonstrado respeito irrestrito aos limites jurídico-constitucionais de sua função.

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