Uma delegação composta por integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e de outros partidos de esquerda brasileiros realizou uma missão oficial à China entre 30 de outubro e 7 de novembro. O convite foi feito pelo Partido Comunista Chinês (PCCh), e o objetivo principal foi conhecer as experiências de formação ideológica do PCCh e aprofundar a cooperação política.
Durante os 10 dias de atividades, que incluíram visitas a Guangzhou, Hefei e Pequim, o grupo participou de encontros e visitou instituições estratégicas que representam o “socialismo com características chinesas”. A delegação visitou a Escola Central do PCCh, o principal centro de doutrinação política do país, além de estatais e multinacionais como a BYD.
O próprio PT ressaltou que a formação política é o “coração da estratégia socialista” do PCCh, sendo essencial para a “disciplina e consciência coletiva”. A sigla concluiu que a formação política, o planejamento estatal e a soberania nacional são “dimensões inseparáveis de um mesmo projeto de transformação social”.
Redução parcial de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros
O governo dos Estados Unidos anunciou um recuo parcial em suas tarifas, eliminando a alíquota global de 10% que incidia sobre certos produtos agrícolas importados, incluindo carne bovina, tomate, banana e café.
No entanto, o Brasil, que é o maior produtor mundial de café e o segundo maior de carne bovina, ainda está sujeito a uma sobretaxa específica de 40% sobre esses produtos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin considerou a decisão um avanço “positivo e na direção correta”, mas alertou para as “distorções significativas” que persistem. Ele destacou que concorrentes brasileiros obtiveram reduções maiores e que a penalidade de 40% dirigida exclusivamente ao Brasil é “muito alta”.
A medida dos EUA integra uma revisão das chamadas “tarifas recíprocas”, aplicadas para combater déficits comerciais e, internamente, para reduzir os custos dos alimentos em meio à pressão inflacionária. Apesar do ajuste, o ex-presidente Trump afirmou que a mudança é suficiente e que “novos recuos não serão necessários”, o que limita o alívio futuro para o Brasil.
Eduardo Bolsonaro torna-se réu no STF e viaja ao Bahrein
O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão unânime da Primeira Turma, tornou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu em uma ação penal por suposta coação. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi integralmente aceita após o voto da ministra Cármen Lúcia.
Segundo a acusação, o deputado “tentou interferir no julgamento” que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relator, ministro Alexandre de Moraes, apontou que Eduardo Bolsonaro “insistiu na estratégia de ameaçar gravemente” integrantes da Turma ao buscar sanções junto ao governo dos Estados Unidos.
A PGR alega que o deputado agiu para criar um ambiente de intimidação, articulando represálias internacionais. Entre elas estavam:
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O cancelamento de vistos de autoridades brasileiras.
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Tarifas de exportação contra o Brasil.
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A aplicação da Lei Magnitsky a ministros do Supremo.
O crime de coação no curso do processo prevê pena de um a quatro anos de prisão.
Um dia após o STF torná-lo réu, Eduardo Bolsonaro viajou ao Bahrein, no Oriente Médio. O deputado se reuniu com o sheik Khaled bin Hamad Al-Khalifa, integrante da família real do país, e classificou a visita em suas redes sociais como uma “satisfação imensa”, enfatizando a importância de “boas alianças e boas companhias”.