Brasil como porto seguro: a estratégia para o comércio global e o rigor fiscal

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a ampliação das relações internacionais para fortalecer o mercado nacional. Ele destacou que o planejamento de abertura do comércio de produtos brasileiros ajuda a construir uma imagem de estabilidade para os investidores globais.

Segundo Durigan, a previsibilidade do ambiente econômico é essencial em tempos imprevisíveis. Ele defende que o país diversifique suas parcerias, evitando a dependência excessiva de blocos ou mercados específicos da Ásia ou da América do Norte.

“Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortaleza”, apontou.

Tensões comerciais e lei de reciprocidade

O posicionamento ocorre em meio a discussões com o mercado norte-americano. O governo federal abriu processo para analisar a taxação unilateral sobre exportações brasileiras pelos Estados Unidos sob o respaldo da Lei da Reciprocidade Econômica.

Aprovada após medidas tarifárias do governo norte-americano, a Lei nº 15.122 autoriza a suspensão de concessões comerciais. O mecanismo funciona como resposta a políticas externas que prejudiquem a competitividade das empresas nacionais.

Compromisso com o equilíbrio fiscal

O representante da pasta enfatizou a relevância de ferramentas de controle orçamentário. Bloqueios preventivos e limites para despesas obrigatórias foram citados como fundamentais para manter a saúde das contas públicas.

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Transição tributária e taxa de juros

A respeito das transformações nos impostos, a avaliação é de que, embora o processo cause apreensão inicial, a transição planejada para 2027 trará benefícios estruturais no longo prazo.

A questão do custo do dinheiro também entrou em pauta. Para a gestão econômica, o avanço na oferta de crédito produtivo depende diretamente da redução das taxas de juros, elemento considerado decisivo para consolidar o crescimento do país.

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