
O tenista número três do mundo, Carlos Alcaraz, afirmou que planeja fazer mais pausas no circuito e alertou que o calendário lotado está contribuindo para lesões e fadiga entre os jogadores.
O atleta espanhol retornou às competições no US Open após um longo período afastado. Ele sofreu uma lesão no punho em abril.
Para ele, a rotina atual impede os atletas de jogarem todas as grandes competições sem encarar um alto risco de esgotamento.
Pausas planejadas para proteger o corpo
Alcaraz explicou suas intenções para o futuro logo após superar Jaime Faria em quadra.
“Tirei mais tempo do que gostaria, mas, vendo como o calendário é apertado, não quero ter que fazer essa pausa por causa de uma lesão”, disse Alcaraz.
“No futuro, vou tirar algumas pausas longas. Talvez não quatro meses, mas um mês, dois meses, perdendo alguns torneios, porque é impossível disputar todos eles.”
As mudanças na rotina da ATP
Desde 2025, sete dos nove torneios ATP Masters 1000 passaram para o formato de 12 dias. Apenas as etapas de Monte Carlo e Paris continuaram com o período tradicional de uma semana.
A ATP se posicionou informando que os próprios esportistas gerenciam suas agendas e que atua para promover um número equilibrado de jogos no ano.
Pressão e obrigações nas competições
Apesar do posicionamento da entidade, o espanhol relatou sentir uma obrigação velada na montagem do calendário de partidas.
“Eles estão adicionando mais torneios importantes. De certa forma, estão nos obrigando a jogar”, disse o espanhol.
“Você pode recusar e decidir sua agenda, mas há alguns Masters 1000, alguns Grand Slams, e acabamos jogando 40 semanas se tivermos que disputar todos os torneios obrigatórios que a ATP exige que joguemos.”
O aumento nas lesões dos atletas
O cenário atual já reflete desfalques importantes nas principais chaves de torneios da temporada.
Nomes de destaque como Jannik Sinner, Jack Draper, Holger Rune e João Fonseca ficaram fora do US Open deste ano.
Alcaraz reforçou a urgência por mudanças para evitar o desgaste físico contínuo no esporte.
“Estamos vendo muitos jogadores se lesionando e ficando cansados. Se nada for feito a respeito, veremos ainda mais casos no futuro”, acrescentou ele.