
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a legislação que define as regras estruturais para a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 em território nacional. O texto detalha os compromissos firmados com a Fifa, abordando temas como segurança, direitos de transmissão e vistos para estrangeiros.
A chamada Lei nº 15.421/2026 foi publicada no Diário Oficial da União após receber aprovação do Congresso Nacional. O documento serve para consolidar as garantias jurídicas que o país apresentou durante a sua campanha para sediar o torneio global.
O campeonato está agendado para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho do próximo ano. A expectativa da organização é movimentar o turismo nacional e atrair uma quantidade superior a 3 milhões de torcedores aos estádios.
Cidades oficiais e logística do evento
A competição será distribuída por oito capitais brasileiras de diferentes regiões. Os jogos vão movimentar as estruturas de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O texto legal assegura exclusividade para a Fifa na comercialização e divulgação de produtos nos arredores das arenas. Essa restrição, no entanto, não interfere no funcionamento do comércio local tradicional, desde que este não faça associação direta ao torneio.
A venda de bebidas alcoólicas estará liberada nos locais oficiais da competição, respeitando as normas sanitárias do país. Além disso, o governo federal ganhou o direito de decretar feriado nacional nos dias de partidas da seleção brasileira.
Ajustes na rotina urbana e escolar
Estados e municípios que vão sediar os confrontos também possuem autonomia para decretar pontos facultativos ou feriados regionais. O objetivo é facilitar a mobilidade urbana e a segurança pública nas datas de grande movimentação.
Outra mudança importante atinge diretamente o calendário escolar das redes de ensino públicas e privadas de todo o país. As férias escolares do meio do ano deverão ser obrigatoriamente ajustadas para cobrir todo o período de realização do torneio.
Reconhecimento histórico e premiação das pioneiras
Um dos grandes destaques da nova legislação é a reparação histórica concedida às primeiras atletas do futebol feminino nacional. O governo aprovou uma premiação individual de R$ 500 mil para cada jogadora que defendeu o Brasil nos torneios de 1988 e 1991.
A iniciativa busca valorizar o esforço daquelas que iniciaram a trajetória do esporte no país em períodos de extrema dificuldade. No caso das jogadoras que já faleceram, a quantia financeira estabelecida será repassada diretamente aos seus herdeiros legais.
A lei também fixa metas de longo prazo para o esporte, incentivando a igualdade de condições entre homens e mulheres. O texto traz diretrizes de combate à violência de gênero e busca aumentar a presença de mulheres em cargos de gestão esportiva.
Relação de atletas beneficiadas pelo prêmio
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Elenco de 1988 (Goleiras): Lica Laurentino e Simone Carneiro.
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Elenco de 1988 (Laterais e Zagueiras): Marisa Caju, Rosilene Fanta, Suzana Cavalheiro, Elane Rego, Suzy Bittencourt e Sandra Duarte.
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Elenco de 1988 (Meias e Atacantes): Lúcia Feitosa, Marilza Pelezinha, Marcinha Honório, Fia Paulista, Russa, Sissi, Lucilene Cebola, Roseli de Belo, Michael Jackson e Flordelis Oliveira.
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Elenco de 1991 (Goleiras e Zagueiras): Meg, Miriam Soares, Rosa Maria, Doralice e Solange.
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Elenco de 1991 (Meias e Atacantes): Márcia Tafarel, Lunalva Almeida, Cenira Sampaio, Rosângela Rocha, Maria Lúcia, Adriana Alvim e Delma Gonçalves.
O panorama da competição mundial
O Brasil garantiu o direito de sediar a décima edição do torneio após vencer a disputa contra a proposta conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda. Esta será a primeira vez que o evento principal da categoria acontecerá na América do Sul.
O campeonato contará com a participação de 32 seleções divididas por cotas continentais. A Europa terá o maior número de representantes na disputa, seguida pela Ásia, África, Américas e Oceania, além de três vagas definidas na repescagem.
Estatísticas e histórico das Copas Femininas
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Europa: 11 vagas garantidas no torneio.
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Ásia: 6 seleções classificadas.
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América do Norte, Central e África: 4 vagas para cada região.
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América do Sul: 3 vagas asseguradas, incluindo o Brasil.
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Maiores campeões mundiais: Estados Unidos lideram com 4 títulos isolados.
A trajetória e as marcas da seleção brasileira
A equipe brasileira busca conquistar o troféu mundial pela primeira vez em sua história. Até o momento, o melhor desempenho do país ocorreu no ano de 2007, na China, quando a seleção ficou com o vice-campeonato.
Mesmo sem o título máximo, o futebol brasileiro detém marcas individuais impressionantes no cenário do esporte internacional. A atacante Marta é a maior artilheira de todas as Copas do Mundo, acumulando 17 gols marcados em seis edições disputadas.
Outro recorde notável pertence à ex-jogadora Formiga, atleta que mais vezes entrou em campo na história do torneio, com sete participações. Atualmente, ela trabalha na gestão esportiva como Diretora de Políticas de Futebol no Ministério do Esporte.