
A forte crise na Fifa ganhou novos capítulos e aumentou a pressão sobre o comando da entidade máxima do esporte mundial. O cenário conturbado se intensificou após o recuo de uma proposta bilionária que tentava privatizar parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, tentou captar investimentos privados na casa dos bilhões de dólares. No entanto, a repercussão negativa e a forte oposição interna forçaram o dirigente a abandonar o plano de forma definitiva.
Mesmo após o pedido de desculpas público feito pelo mandatário, seu grupo de apoio perdeu força nas federações internacionais. O episódio abalou a imagem de controle absoluto que o dirigente mantinha no topo do futebol global.
O pedido de calma da secretaria-geral
O secretário-geral Mattias Grafstrom enviou uma mensagem direta aos colaboradores internos para tentar conter os danos. No comunicado, ele classificou os últimos acontecimentos como uma sequência de eventos lamentáveis para a imagem da instituição.
Grafstrom pediu aos funcionários que mantivessem o foco no atendimento às centenas de federações filiadas. O executivo reforçou a necessidade de seguir rigorosamente os estatutos da entidade para recuperar a credibilidade perdida.
A declaração interna evitou citar o nome do presidente de forma direta. Contudo, o tom empregado deixou clara a insatisfação da cúpula com a condução isolada do projeto comercial.
O posicionamento das lideranças técnicas
Grandes nomes ligados ao esporte trataram de se distanciar imediatamente da ideia de privatização. Arsene Wenger, chefe de Desenvolvimento Global do Futebol, afirmou que não participou de nenhuma fase da elaboração da proposta.
O ex-treinador declarou que tomou conhecimento das negociações apenas por meio dos veículos de imprensa. Ele destacou que o cancelamento da ideia era uma medida urgente para manter a integridade da instituição.
Wenger defendeu que o órgão regulador precisa permanecer totalmente independente no mercado. Para ele, a gestão do esporte exige transparência absoluta e compromisso exclusivo com o desenvolvimento do futebol.
Os números do projeto e da política interna
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Valor estimado da proposta comercial cancelada: US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 24,8 bilhões)
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Total de federações nacionais com direito a voto: 211 entidades
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Federações europeias que retiraram o apoio formal ao presidente: 5 países
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Meta de permanência do mandatário no cargo: até o ano de 2031
A movimentação das confederações pelo mundo
A tentativa de implementar o plano sem consultar os dirigentes regionais gerou uma insatisfação sem precedentes. Confederações de peso como a Uefa e a Concacaf declararam publicamente que perderam a confiança na atual gestão.
Até mesmo blocos historicamente aliados demonstraram irritação com a falta de diálogo prévio. A Confederação Asiática classificou a conduta da presidência como inaceitável e cobrou reformas profundas na governança.
Por outro lado, algumas entidades da África e do Oriente Médio mantiveram o suporte ao dirigente suíço-italiano. Essas federações elogiaram a decisão de cancelar o projeto e defenderam a continuidade do trabalho.
As ameaças de ruptura institucional
Rumores dos bastidores indicam que grandes blocos regionais estudam medidas extremas para forçar uma renúncia. Entre as opções especuladas estão a paralisação de atividades conjuntas e até a criação de campeonatos paralelos.
A Uefa já formalizou um pedido técnico para a preservação de todos os documentos ligados às negociações financeiras. O objetivo é analisar se houve violação de normas internas que justificaria uma ação judicial.