
A Justiça paulista tomou uma decisão contundente sobre o caso envolvendo o empresário Thiago Brennand. Ele recebeu uma pena de 31 anos, cinco meses e 24 dias de reclusão em regime fechado.
A sentença foi proferida pelo magistrado da 1ª Vara da comarca de Porto Feliz, no interior paulista. O julgamento analisou uma série de acusações graves feitas por sua antiga companheira.
Além do tempo de reclusão, a decisão fixou o pagamento de uma reparação financeira. O réu terá que transferir a quantia de R$ 100 mil à vítima a título de indenização pelos danos causados.
Relação de crimes e histórico das agressões
O empresário respondeu por uma série de violações penais graves cometidas durante o relacionamento. A lista inclui constrangimento ilegal, lesão corporal grave e episódios repetidos de violência sexual.
Ele também acabou responsabilizado por coação durante o andamento do processo judicial. A investigação comprovou ainda a divulgação indevida de cenas de estupro e gravações não autorizadas de atos sexuais.
A vítima relatou ter sido forçada a tatuar as iniciais do réu em seu próprio corpo. Os episódios de violência aconteceram ao longo de 2021 e ganharam apelo público nos meses seguintes.
Dados da sentença e penalidades
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Pena total fixada: 31 anos, 5 meses e 24 dias de prisão
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Regime inicial de cumprimento: fechado
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Indenização por danos à vítima: R$ 100.000,00
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Comarca responsável pela decisão: 1ª Vara de Porto Feliz (SP)
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Local atual de custódia: Penitenciária Álvaro de Carvalho 2, em Potim (SP)
A repercussão do caso e desdobramentos anteriores
A figura do empresário ganhou notoriedade nacional após um episódio violento dentro de uma academia. Na ocasião, ele agrediu uma frequentadora do local em um ato registrado por câmeras de segurança.
A nova sentença representa uma virada importante na situação jurídica do acusado. Ele vinha conseguindo reverter outras decisões desfavoráveis na segunda instância do tribunal paulista.
Recentemente, a defesa do réu obteve absolvição em uma acusação anterior de abuso sexual. Naquele processo, havia uma pena fixada em oito anos de reclusão e pedido de indenização de R$ 200 mil.
Outras absolvições e situação prisional
O histórico judicial do empresário acumula diferentes desfechos para acusações semelhantes. No ano de 2024, o tribunal o absolveu da denúncia de violência sexual apresentada por uma massagista.
Aquele caso se referia a fatos ocorridos em 2022 e também contava com uma pena de oito anos estipulada em primeiro grau. Os advogados conseguiram demonstrar tese favorável e anularam a punição.
Apesar das revisões em processos isolados, a nova condenação impõe um período longo atrás das grades. O acusado cumpre os mandados de prisão na Penitenciária Álvaro de Carvalho 2, no interior do estado.