
A startup Operation Bluebird surpreendeu o mercado ao lançar o Twitter.now, uma nova plataforma social que promete resgatar a essência da antiga rede do passarinho. A novidade surge após meses de expectativa e promete uma experiência focada na transparência para os utilizadores.
A proposta surge em um momento delicado de disputas judiciais e busca se distanciar do formato adotado por Elon Musk.
A proposta da nova rede social
Apesar de utilizar o nome clássico, os criadores garantem que a intenção não é replicar o modelo antigo. A ideia é entregar um ambiente com mais controle para quem navega.
Stephen Coates, um dos responsáveis pelo projeto, explicou a visão do serviço em uma publicação no LinkedIn:
“Estamos construindo um serviço diferente, com indicadores de confiança que fornecem contexto sobre o que os usuários veem e ferramentas que permitem às pessoas – e não a um algoritmo opaco – decidir quanta credibilidade e quanto ruído chegam aos seus feeds”
Coates também fez questão de enfatizar a independência do projeto:
“O Twitter é uma marca resgatada. Não somos o X, nem temos vínculo com a X Corp”
Como funciona o acesso e o modelo pago
Diferente do serviço tradicional que sempre foi gratuito, o novo ambiente exige um investimento financeiro inicial para quem deseja testar a novidade.
Para garantir acesso antecipado, o usuário precisa pagar uma quantia mínima:
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US$ 20 (cerca de R$ 103) para o plano de “Founder” (“Fundador”).
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A partir de US$ 40 (cerca de R$ 206) para a opção “Fighter” (“Lutador”).
A disputa judicial com a X Corp
A iniciativa da Operation Bluebird começou a ser desenhada ainda em 2025. A promessa de retomar a marca logo atraiu a atenção dos advogados de Elon Musk, que abriram um processo contra a startup nos Estados Unidos.
No entanto, o cenário mudou após uma audiência realizada em abril de 2026. O juiz distrital Colm Connolly indicou verbalmente que o X parecia ter abandonado os direitos sobre o logotipo do pássaro, o termo “tweet” e a própria palavra “Twitter”.
Apesar de não haver uma decisão formal publicada por escrito, a manifestação foi suficiente para o grupo avançar.
Sobre o parecer judicial, Coates deu a seguinte declaração ao portal Ars Technica:
“É nossa opinião que o X abandonou seus direitos sobre as marcas registradas Twitter e tweet”
Visual e navegabilidade
Atualmente, o serviço reúne poucas centenas de inscritos. Quem entra na plataforma percebe um visual nostálgico, que lembra a interface utilizada na década de 2010.
Para conhecer o projeto, é necessário acessar diretamente o endereço twitter.now. O domínio tradicional twitter.com continua direcionando os internautas para a página do X.
Checagem de fatos automatizada
O grande diferencial técnico da plataforma é o combate à desinformação por meio de inteligência artificial. O sistema utiliza a tecnologia Gemini, desenvolvida pelo Google.
A ferramenta foi batizada de “Veracity Engine for Real-time Analysis” (Vera). Ela analisa o conteúdo de cada publicação em tempo real para verificar a veracidade das informações exibidas.
Esse modelo contrasta com o recurso de “Notas da Comunidade” do X, que depende exclusivamente da checagem e votação manual dos próprios usuários.