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Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, levantou uma proposta audaciosa nesta quinta-feira: caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se recuse a pautar o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes — que já conta com apoio de 41 senadores — ele mesmo votará em outro processo de impeachment, agora direcionado a Alcolumbre. A declaração ocorreu em resposta à afirmação do senador de que “nem com 81 assinaturas” autorizaria a abertura do processo contra Moraes. “Então serão dois impeachments”, declarou Nikolas em suas redes sociais.

A oposição já anunciou contar com maioria simples no Senado em favor do afastamento do ministro do STF, o que representa um avanço estratégico. No entanto, a abertura formal do processo depende exclusivamente de Alcolumbre, que manteve uma postura firme durante reunião com líderes partidários: reafirmou que não pautará o impeachment, independentemente do volume de assinaturas legislativas.

A figura de Alcolumbre emerge nesse embate como um ponto decisivo para o desenrolar da crise. Enquanto o deputado Nikolas mobiliza apoio para pressioná-lo publicamente — levantando a possibilidade de afastamento —, o presidente do Senado mantém a prerrogativa institucional de decidir se a matéria seguirá para deliberação. A fala de Cid Gomes, do PSB, confirma a centralidade dessa atribuição: “não há hipótese de que eu coloque para votar essa matéria”, disse.

A tensão vem crescendo desde que os membros da oposição ocuparam fisicamente os plenários da Câmara e do Senado por dois dias, em protesto contra decisões do ministro Alexandre de Moraes, inclusive sua determinação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A reação de Nikolas e seus aliados reforça a mobilização política de parte da base em favor do impeachment, enquanto testa a solidez do comando de Alcolumbre sobre o Senado.

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