Dados do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) mostram que três cidades do noroeste paulista encabeçam a lista de maior incidência de dengue em São Paulo.
No acumulado até sexta-feira (5), o estado contabilizou 58.683 diagnósticos confirmados.
Além disso, os boletins oficiais apontam 65.939 casos considerados prováveis e outros 7.256 enquadrados em investigação.
Regiões mais afetadas proporcionalmente
Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto registram a maior concentração de contágios por 100 mil habitantes.
Logo atrás nesse índice proporcional estão os municípios de Taubaté, Barretos e Franca.
Na regional de Araçatuba, as taxas mais elevadas concentram-se em Birigui, Mirandópolis, Nova Independência e Buritama, somando três mortes confirmadas.
Na região de Presidente Prudente, onde ocorreram cinco óbitos, os destaques em casos por habitante são São João do Pau d’Alho, Narandiba e Nova Guataporanga.
Números absolutos por município
Quando a análise considera apenas o volume total de infectados, a Região Metropolitana de São Paulo aparece no topo do ranking estadual, somando 12.919 registros.
Apesar da quantidade elevada de doentes, a Grande São Paulo apresenta um dos menores coeficientes de infecção por grupo de habitante.
Cidades com maior acúmulo de doentes
Em volumes absolutos, a sequência de municípios com mais episódios confirmados no estado conta com:
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Taubaté: 9.666 casos
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São José do Rio Preto: 7.535 casos
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Campinas: 7.018 casos
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Araçatuba: 5.628 casos
No quesito mortalidade, a cidade de Taubaté lidera isoladamente os índices do estado, contabilizando 18 vidas perdidas para a doença.
Ações de vigilância e prevenção
A Secretaria de Saúde declarou que realiza o monitoramento contínuo das contaminações, intensificando o alerta no período de outubro a maio, época de maior circulação do mosquito.
O órgão também realiza vistorias periódicas nos estoques de insumos e medicamentos, orientando que os municípios revisem constantemente seus planos operacionais de contingência.
Opções de vacinação disponíveis
A vacina Qdenga está disponível gratuitamente nas unidades públicas de saúde para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses.
Para a população entre 4 e 59 anos de idade, o imunizante pode ser adquirido na rede privada de clínicas e laboratórios.