
Uma nova legislação sancionada nesta quarta-feira trouxe mudanças profundas para o setor de transporte rodoviário de cargas no país. A medida foi criada para assegurar o cumprimento das regras e proteger a categoria.
A partir de agora, o cumprimento do piso mínimo do frete ganha uma camada extra de proteção legal e operacional. O texto sancionado fortalece o controle sobre as contratações e combate práticas irregulares no setor.
A sanção presidencial transforma em regra permanente uma proposta que já vinha sendo testada. Com isso, os motoristas passam a contar com garantias mais sólidas para receber o valor correto por cada viagem.
Exigência do código identificador nas viagens
A grande mudança prática na rotina dos motoristas está na obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte. A emissão deve acontecer obrigatoriamente antes de o caminhão dar a partida.
Sem a validação prévia desse registro, o veículo não pode iniciar a viagem de entrega. A exigência vale para todas as contratações de transporte rodoviário realizadas no território nacional.
A medida visa fechar o cerco contra contratações informais ou com valores abaixo do estipulado. O objetivo é criar um ambiente mais transparente e justo para quem vive nas estradas.
Dados da nova regulamentação
-
Documento obrigatório antes do início da viagem: Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT)
-
Órgão responsável pelo monitoramento: Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
-
Documento fiscal vinculado ao código: Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e)
-
Origem da legislação: Medida Provisória editada em março, agora convertida em lei permanente
Mecanismo de bloqueio e combate ao crime
A fiscalização do sistema será feita de forma automática e em larga escala pela agência reguladora. As ferramentas digitais vão cruzar dados em tempo real para identificar qualquer inconsistência contratual.
Se a contratação do frete tentar pagar um valor inferior ao piso legal, o código não será gerado. Dessa forma, as operações irregulares ficam bloqueadas ainda na fase inicial de negociação.
Além de proteger a renda dos caminhoneiros, a integração com os documentos fiscais tem outro papel crucial. A medida se torna um forte aliado no combate ao comércio ilegal de mercadorias sem nota fiscal.