
A greve da CPTM travou o deslocamento na Grande São Paulo ao longo de toda esta terça-feira. Passageiros encararam plataformas completamente lotadas e filas extensas para conseguir qualquer meio de transporte.
A paralisação atingiu de forma direta quem precisa das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para trabalhar. O movimento parou as atividades do sistema em protesto contra os rumos do projeto de privatização.
Quem depende dos trilhos precisou improvisar rotas para chegar ao destino final. O atraso nos compromissos foi inevitável para a maior parte dos trabalhadores da região metropolitana.
Relatos de quem encarou a rotina alterada
A vendedora Dalila dos Santos sentiu o impacto logo nas primeiras horas do dia. Ela trabalha em um estabelecimento no Terminal Barra Funda, localizado na zona oeste da capital.
Para não perder o dia de trabalho, ela precisou pegar uma carona de carro com colegas de bairro. O trajeto que costuma ser rápido acabou levando mais de uma hora além do tempo habitual.
A preocupação da trabalhadora virou para o caminho de volta para casa no fim do dia. Sem previsão de normalização nos trilhos, a única alternativa restante era encarar ônibus lotados.
Dados sobre o impacto do movimento
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Total de pessoas prejudicadas: cerca de 1 milhão de passageiros
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Congestionamento no pico da manhã: mais de 2.000 quilômetros
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Congestionamento no período da noite: mais de 1.000 quilômetros (às 18h50)
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Ônibus extras acionados no plano de contingência: 128 veículos
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Prazo de intervenção estatal na concessão: 90 dias
Trânsito recorde na capital
A falta dos trens empurrou milhares de pessoas para as ruas da cidade. O uso massivo de carros particulares e aplicativos fez os engarrafamentos dispararem por todas as regiões.
A Companhia de Engenharia de Tráfego registrou números alarmantes de retenção nas vias públicas. O cenário continuou crítico até o começo da noite, prejudicando o fluxo principal da cidade.
Para tentar amenizar o travamento das avenidas, a prefeitura tomou medidas de emergência. O rodízio municipal de veículos acabou suspenso ao longo de todo o dia.
Operação das linhas e planos de emergência
A paralisação afetou o sistema de transporte de forma desigual. As três linhas atingidas continuaram funcionando apenas de maneira parcial nos trechos principais.
Em contrapartida, outros trechos mantiveram o fluxo normalizado. As linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda operavam sem falhas no início da noite.
O governo estadual ativou um plano de emergência para conter os danos. As equipes reforçaram a frota do Metrô e colocaram ônibus extras nas ruas para cobrir os trajetos parados.
Entenda o motivo da paralisação
Os ferroviários cobram uma revisão completa no modelo de concessão das linhas afetadas. A transferência para a iniciativa privada ocorreu formalmente no mês de julho.
No entanto, a transição operacional acumulou falhas graves em sequência. Registros de atrasos constantes e até um incêndio em uma das composições ligaram o alerta das autoridades.
Diante dos problemas, o governo estadual assumiu temporariamente o controle do serviço. A gestão oficial assumiu a operação por três meses para corrigir as falhas da empresa Trivia.